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Entenda o que é CIF e FOB e a diferença entre eles

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Entenda o que é CIF e FOB e a diferença entre eles

Entenda o que é CIF e FOB e a diferença entre eles

contratação do serviço de frete envolve a avaliação de alguns aspectos que vão além do valor cobrado pela transportadora, como a análise da qualidade, as condições de pagamento e a reputação da empresa no mercado, por exemplo. Também é preciso definir quem arca com os custos e responsabilidades sobre os riscos do transporte.

Pensando nisso, resolvemos escrever o post de hoje para falar sobre a diferença entre frete CIF e FOB, qual é o papel deles no transporte de cargas e como eles distinguem as questões levantadas acima.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue acompanhando a leitura e confira agora mesmo!

O que é CIF e FOB?

As siglas (em inglês) possuem origem na operação de transporte marítimo e são termos utilizados para definir quem possui a responsabilidade pela contratação dos serviços de transporte, significando respectivamente:

CIF

Sigla para Cost, Insurance and Freight — ou Custo, Seguro e Frete, em português. Nessa modalidade, é o vendedor (ou embarcador da carga) que se responsabiliza pelo custo do frete até a entrega ao cliente.

FOB

Sigla para Free On Board — ou Livre a Bordo, em tradução literal. Nesse caso, o vendedor das mercadorias só é responsável por elas até o momento em que são coletadas ou redespachadas. A partir daí, a responsabilidade sobre o custo do transporte fica por conta do destinatário.

Mesmo que seja o embarcador quem aciona a transportadora, o pagamento deve ser feito pelo comprador (destinatário da carga).

CIF e FOB são siglas que fazem parte de um conjunto de regras comerciais internacionais, as Incoterms (International Commercial Terms). No total, elas são 11 e foram elaboradas para facilitar os contratos de compra e venda de produtos entre instituições de diferentes países.

Com a globalização e a intensificação do comércio internacional no começo do século XX, a necessidade da criação de regras que tornasse os negócios mais claros e confiáveis entre empresas era latente.

Logo, em 1936, as primeiras Incoterms foram desenhadas pela Câmara Internacional do Comércio, em Paris. Após anos de mudanças e consolidações, a última revisão realizada em 2010 determina as regras que são vigentes atualmente.

Além de CIF e FOB — que possuem abrangência internacional e já são termos frequentemente incorporados nos contratos de compra e venda entre empresas nacionais —, outra Incoterm muito comum é a EXW, uma modalidade na qual a instituição vendedora possui o mínimo possível de responsabilidade.

Na EXW, a carga fica disponível para o comprador na sede do vendedor ou em algum lugar que foi pré-acordado entre as partes. Assim, o comprador fica totalmente responsável pelo desembaraço dos itens para exportação e também pelo seu carregamento.

Ademais, custos e riscos de toda a operação também ficam a cargo do comprador, que pode optar por qualquer modal de transporte.

Como funcionam essas modalidades?

CIF

Como a responsabilidade é de quem fornece a carga (embarcador), o pagamento pelo serviço é feito pela origem do transporte, ou seja, é o próprio embarcador quem fica responsável pelo custo.

É o que ocorre na maioria dos casos: os gastos referentes ao frete e ao seguro das mercadorias já são inclusos no preço de venda que é repassado ao comprador (destinatário).

Dependendo da estratégia da empresa e do seu potencial, ela pode negociar melhor o valor do transporte e oferecer condições especiais para o cliente comprador — o que pode ajudar na hora de fechar uma negociação ou mesmo a fidelização desse comprador.

FOB

Já nessa modalidade é o comprador (destinatário) quem se responsabiliza pelo pagamento do frete. Nessa situação, é comum que o pagamento só seja feito mediante o recebimento das mercadorias — ou então existe a possibilidade de negociar um prazo com a transportadora, principalmente se ela já presta esse tipo de serviço regularmente.

No entanto, existe ainda uma terceira modalidade que, apesar de ser rara, pode acontecer e envolve a figura de um terceiro pagador que se responsabiliza pela cobrança do frete. Para entender melhor essa situação, acompanhe o exemplo:

  • Um cliente recebeu uma mercadoria de um remetente por meio da transportadora X e, posteriormente, solicitou a troca de produto que foi recebido com avarias.

  • Contudo, a transportadora X não coleta materiais na cidade do remetente — responsável por enviar o produto —, logo, solicita que outra transportadora Y faça essa entrega em seu nome.

  • A transportadora Y realiza a remessa para o cliente, porém emite um conhecimento de transportes com a informação de que existe um terceiro pagador, ou seja, a empresa X, já que ela estava cuidando desde o início dessa distribuição e foi provavelmente a responsável pela avaria.

Como os custos são especificados na NF-e?

Como já foi dito, os custos também são divididos e especificados de forma diferente para cada modalidade de negociação. As diferenças para cada uma deles são:

CIF

O custo do frete normalmente é embutido no valor total dos produtos, tornando único o valor que é repassado para o cliente ou o fornecedor (vendedor), que tem a opção de declarar na nota fiscal que o frete é CIF e especificá-lo no documento.

Em outras palavras, em relação ao ICMS, o embarcador possui a opção de fazer a cobrança de forma separada, incluindo essa informação em um campo específico para esse fim no documento fiscal.

FOB

Por outro lado, o frete contratado pelo comprador não é embutido no valor dos produtos, portanto não tem o valor especificado na Nota Fiscal.

Nesse contexto, vale destacar que os valores indicados na Nota Fiscal são compostos a partir de uma base de cálculo de tributos, o que independe do tipo de frete que foi contratado entre as partes. Assim, será somado ao valor do documento a apuração de ICMS, IPI, COFINS e PIS.

Quem é responsável pelo gerenciamento de riscos e pela segurança das cargas?

gerenciamento de riscos e a responsabilidade pela segurança das cargas também possui uma divisão clara. Nesses casos:

CIF

Como o embarcador possui a responsabilidade sobre o pagamento e arca com os custos do envio, é ele quem deve se responsabilizar pelos riscos e contratar o seguro das cargas. Nessa situação, a obrigação só se encerra quando a carga é entregue no local definido pelo cliente.

FOB

Já no caso do FOB, é o cliente (destinatário) quem assume os custos e os riscos do transporte e contrata o seguro. Nessa modalidade, ele (destinatário) se torna responsável pela carga desde o momento em que ela é embarcada, até a hora em que é entregue no local acordado.

Para os casos de redespacho, o transporte (e os riscos) do fornecedor até o local onde será embarcada fica por conta do vendedor.

Já quando o transporte é internacional, a gestão da carga desde o seu ponto de origem até o momento de embarque é responsabilidade do fornecedor.

Qual modalidade é a melhor para ser contratada?

Definir qual é a melhor opção a ser acordada na hora de realizar uma negociação depende da estratégia da empresa e do tipo de relação comercial estabelecida. Confira:

CIF

O CIF é mais utilizado nas negociações, pois todo procedimento pela escolha do transportador que visa a qualidade — rastreabilidade e integridade com que seu produto será movimentado e de que chegará ao destino — é de responsabilidade do vendedor. Nessas situações, a transportadora possui uma tabela de frete personalizada para o embarcador.

Em um primeiro olhar, o frete CIF pode parecer uma boa opção para o destinatário, que fica livre de responsabilidades e não precisa dedicar tempo às operações de transporte. Todavia, é preciso ressaltar que o comprador não participa de nenhuma das decisões do processo de remessa.

Logo, ele (destinatário) não tem voz ativa para resolver problemas que podem acontecer durante o transporte. Caso algum contratempo aconteça, o destinatário deve entrar em contato com o fornecedor e esperar que o mesmo solucione os impasses — que acabam gerando prejuízos e transtornos para ambas as empresas envolvidas.

Ao mesmo tempo, se a empresa compradora não possui uma cadeia de suprimentos bem estruturada para lidar com a distribuição ou está sobrecarregada no momento, o CIF é uma boa alternativa.

No entanto, vale a pena avaliar o mercado anteriormente, contratar fornecedores confiáveis e monitorar seu trabalho por meio de indicativos de performance como o cumprimento de prazos, por exemplo.

O CIF é também frequente em transações B2C ou quando uma empresa precisa lidar com um volume expressivo de entregas para clientes de diferentes destinos. Nesse contexto, como a complexidade da gestão de distribuição é alta, optar pelo FOB e calculá-lo para cada destinatário é uma tarefa um tanto inviável.

Sendo assim, é mais prático definir o frete no momento da contratação e da compra, assim como acontece com os e-commerces: o cliente escolhe suas mercadorias, digita seu CEP e fica sabendo na hora quanto custará o transporte do artigo até o endereço desejado. Posteriormente, ele faz o pagamento tanto do produto como do frete de uma só vez.

FOB

No caso do FOB, como o cliente (destinatário) é o responsável pelas mercadorias, é a opção mais utilizada em negociações de compras de produto para consumo ou matéria prima, ou seja, quando empresas negociam diretamente com outras empresas — ou seja, negócios B2B.

Outra característica dessa modalidade é o alto custo do transporte devido ao baixo valor agregado dos produtos enviados.

Por exemplo, se uma empresa regularmente compra insumos com diferentes fornecedores, ela pode concluir que é mais estratégico e seguro coletar os materiais diretamente nos vendedores com sua frota própria ou por meio de contrato com transportadoras de confiança.

Como é feito o monitoramento das cargas?

Como podemos ver até aqui, os termos CIF e FOB já são comumente incorporados nas negociações entre empresas e transportadoras no território nacional. Contudo, devido ao fato de as responsabilidades de cada parte serem bem definidas por esses regulamentos, a questão do monitoramento de cargas é um desafio.

É importante lembrar que, independentemente da escolha da modalidade do frete, é indispensável atualmente que uma carga seja monitorada e rastreada. O acompanhamento em tempo real da carga é um elemento que reforça a confiabilidade do transporte.

Sendo assim, mesmo que um vendedor, por exemplo, seja o responsável pelo frete (CIF), a operação precisa ser acompanha desde o início por ambos remetente e destinatário já que, no fim das contas, todos serão afetados no caso de algum imprevisto.

No Brasil, sobretudo no modal rodoviário, grande parte dos transportes realizados é negociada em condição de frete CIF. Logo, concluímos que a empresa fornecedora arca com as despesas e com a segurança da carga, o que deve incluir seu rastreamento.

Dessa forma, no momento em que sua empresa se comprometer com uma entrega de mercadorias segura e de qualidade para um determinado cliente, é essencial contar com uma ferramenta tecnológica que realize o monitoramento dos pedidos.

Softwares de rastreio compartilham informações sobre status de um envio em tempo real, o que favorece a identificação de problemas bem como sua resolução de forma ágil.

Assim, a empresa remetente assume um papel proativo e notifica o cliente sobre qualquer mudança a respeito de seus produtos antes mesmo que o destinatário tenha que entrar em contato com a central de atendimento.

Esse detalhe é uma excelente estratégia para agregar mais valor ao serviço prestado ao cliente e aumentar seu nível de satisfação.

Caso sua empresa não possua uma infraestrutura tecnológica como essa, vale a pena contratar uma transportadora que invista em inovação para cuidar dos seus pedidos e oferecer mais qualidade para os clientes.

Saber a diferença entre frete CIF e FOB e as características de cada uma dessas modalidades é fundamental para realizar uma boa negociação. Como podemos ver no post, elas estão diretamente ligadas à responsabilidade, ao custeio e aos cuidados com a carga. Já no caso do transporte internacional, outras variáveis podem entrar em jogo, como a estratégia de mercado, por exemplo.

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